Competências e Gestão de Pessoas


A partir de leituras, competência é a capacidade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc.) para solucionar adequadamente uma série de problemas. Reflete os conhecimentos, as habilidades e as atitudes (CHA) que precisam ser colocadas em prática para se atingir um determinado objetivo.

Nesse sentido, uma competência não é apenas um saber, um conhecimento, nem é apenas uma habilidade, um saber fazer; nem apenas uma atitude, uma vontade de querer fazer. Uma competência é um somatório do conhecimento, da habilidade e da atitude e considera a agregação de valor e a entrega que o profissional faz para a empresa.

A competência deve expressar uma ação concreta que represente comportamentos passíveis de observação no ambiente de trabalho. As competências podem ser mensuradas considerando seu caráter tácito, sua robustez, sua fixação e o consenso, entretanto as competências vinculadas à missão, à cultura e aos valores empresariais são mais fixas.

Dessa forma, o valor de uma competência está ligada ao empenho de cada indivíduo no desenvolvimento de suas tarefas dentro da empresa, porém na falta deste poderá ocasionar alta rotatividade (turnover). A aquisição e o desenvolvimento das competências individuais deve ser um processo de aprendizagem que evolua para alcançar um melhor desempenho.

No contexto organizacional, as competências requerem aprendizagem coletiva, envolvimento e comprometimento das áreas estratégicas do negócio, sendo classificadas em básicas e essenciais, ou seja, estão relacionadas com a missão, a visão e os valores.

 As competências básicas são as condições necessárias, mas não suficientes, para que uma empresa possa alcançar liderança e diferenciação no mercado e variam de acordo com o setor de atuação que se constituem em pré-requisitos para a atuação em um determinado segmento do mercado.

Na competência essencial, o valor percebido é pelos clientes, aumentando a capacidade de expansão e contribuindo para a diferenciação em relação à concorrência.

A partir da definição das competências organizacionais, as competências gerenciais são identificadas ou “desdobradas”, podendo surgir o destaque de líderes mais bem qualificados e motivados para desempenhar o gerenciamento de pessoas através de estratégias que objetivam atrair, reter, potencializar e administrar o capital humano de uma corporação.

Nessa perspectiva, no mercado de trabalho atual, adquirir novos conhecimentos, habilidades e ter competência é algo fundamental para garantir um bom emprego. Além de flexibilidade e vontade de evoluir, há outros exemplos de competências comportamentais bastante valorizadas no mercado atual.

Para uma gestão de sucesso se faz necessária algumas aptidões para uma bom líder como: capacidade de decisão, empatia, liderança, controle emocional, antecipação e automotivação. Portanto, as características de um líder e de um gestor se complementam, contudo nem todos os líderes são gerentes e nem todos os gerentes são líderes.

Posições gerenciais estão ligadas ao posicionamento em um nível com certo grau de autoridade na estrutura de uma dada organização, o que significa que uma pessoa pode assumir o lugar de liderança por conta do cargo que ocupa, o que não garante que seja capaz de liderar com êxito sua equipe. 

Gestão e liderança são temas que há muito tempo despertam o interesse tanto de teóricos como de profissionais que atuam com gestão de pessoas. Existem, basicamente, três grupos de teorias que visam explicar a liderança:

Teoria dos traços: defende que existe um conjunto de atributos inatos por meio dos quais se pode identificar os líderes. Os líderes já nascem assim, não há a possibilidade de desenvolvimento por meio do uso de técnicas específicas.

Teoria comportamental: em vez de tentar descobrir o que os líderes eficazes são, os pesquisadores procuraram determinar o que fazem. Defende que os comportamentos podem ser aprendidos, e, portanto, as pessoas, quando treinadas nos comportamentos de liderança apropriados, podem liderar eficazmente.

Teorias contingenciais: não existe um estilo de liderança universalmente adequado. A eficácia do líder reside em sua capacidade de responder ou ajustar-se a determinada situação.

AUTOR: Eduardo Taques

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